Alô amigos! Olha eu outra vez aqui para mais uma postagem controvertida. Vamos falar um pouco sobre a nossa forma de vida e a maneira como nós a conduzimos, com nossos erros e acertos – eu diria mais erros do que acertos.
O que eu quero abordar hoje é a explosão de consumo; este fenômeno que atinge todas as camadas sociais, e o que pode ser um prazer para alguns, pode vir a se tornar um inferno para outros. As pessoas estão gastando muito e com isto cresce a necessidade de se ter cada vez mais dinheiro; de melhorar a renda, ou se enterrar em dívidas fazendo com que cresça assustadoramente o número de inadimplentes no país.
Como alimentar esse sonho de consumo?
A propaganda atinge hoje quase todos os consumidores com raras exceções, e os apelos são muito fortes, ficando difícil resistir. Os constantes lançamentos do mercado, principalmente de produtos de informática e eletrônicos, aliados às facilidades que as lojas oferecem, tendem a atrair clientes de toda faixa etária; mas este público na sua maioria são jovens, o que é um fator complicador considerando que muitos ainda são dependentes dos pais. A rapidez com que estes equipamentos eletrônicos tornam-se obsoletos, faz com que se multiplique a procura por estes produtos. Aqueles que se encontram em condições favoráveis, ou seja: que dispõem de uma renda que lhes permita se dar a este luxo, e que saiba controlar seus gastos, tudo bem! Mas e aquele assalariado, que ganha o mínimo e que mal dá para as suas necessidades básicas? Como alimentar o sonho de consumo, seu e de sua família? A resposta para muitos desvios de conduta, começa por aí; quando aparece uma oportunidade de um dinheirinho "extra"; mesmo que seja de procedência duvidosa, o sujeito deixa de lado o escrúpulo para dar lugar ao seu lado ambicioso e mesquinho que não mede esforços, nem que seja passando por cima do seu oponente, para conseguir seu intento. Não querendo justificar, mas em um país em que tudo que se planta dá, quando se tem o melhor clima do mundo, cercado de riquezas por tudo que é lado, auto-suficiente em quase tudo, e ainda cobrando o maior imposto do mundo, era para no mínimo haver uma distribuição melhor de renda, fazendo com que diminuísse esta distância entre o extremamente pobre, e o extremamente rico. Com isso o cidadão mais simples teria acesso a uma condição de conforto pelos menos básica, sem ter o constrangimento de ver seu nome negativado no serviço de proteção ao crédito. O individualismo, a soberba, o egocentrismo e o egoísmo, são características cada vez mais marcante no ser humano atual, e quem tem muito, está em constante defesa do que é seu, para não ter que compartilhar com ninguém.
Nada mais justo defender aquilo conseguido através de uma labuta diuturna, sacrificando muita das vezes sábados, domingos, feriados e o convívio com a família. Este é um procedimento normal de qualquer cidadão que almeja uma condição de vida melhor para seus familiares, como o conforto de uma boa casa, saúde de qualidade, educação também de qualidade para seus filhos, um bom carro, lazer e a garantia de um futuro com segurança. Então não são estes a quem eu quero me referir. Eu quero me referir aos ricos...aos extremamente ricos.
Amigos, ser rico não é pecado. Ser extremamente rico também não. Pelo menos não vi ainda nenhuma referência a isto. Só que, o que me deixa triste é a diferença social gritante que existe neste país. E o que é pior; vivendo praticamente lado a lado. O que faz com quê aquele menos afortunado presenciando toda exibição de riqueza de seu vizinho abastado, tente alcançar o mesmo patamar sem que tenha os meios necessários para isso. Isto se não contarmos o mau exemplo de enriquecimentos ilícitos amplamente divulgados, nos escândalos envolvendo autoridades do alto escalão dos governos, das polícias e dos meios políticos do país. Além de pastores que exploram a fé dos fiéis em favorecimento próprio, conseguindo reunir uma verdadeira fábula em patrimônios, vastas contas bancárias dentro e fora do país, tudo em nome da igreja. O que a meu ver contraria tudo que está escrito na bíblia em que ele se baseia, para conduzir suas pregações, e que este ato nada mais é que o "modus operandi" do vigarista 171. E que pode influenciar negativamente as pessoas, e a induzirem a praticar o mesmo gesto. (Nada a ver com quem pratica a fé com seriedade).
É exatamente neste ponto que eu quero chegar. Quando o cidadão já nasce no chamado "berço de ouro" oriundo de família tradicionalmente rica, a tendência com toda a infraestrutura que este cidadão recebe ao longo de sua vida, é que ele mantenha a sua condição de riqueza. Com todo este alicerce em forma de boas faculdades, especializações no exterior e assessoria com qualificações de primeiro mundo a sua disposição, ele obtém a capacidade não só de gerenciar os negócios da família, como também de criar o próprio negócio e fazer com que este obtenha sucesso, mantendo assim o ciclo bem sucedido de sua família.
Existe também aquele que vem de baixo. Que conseguiu a sua riqueza a custa de muitos sacrifícios (como citei acima), mas que diferentemente daquele que se contentou quando viu que já tinha o suficiente, não quer parar nunca de enriquecer, talvez com medo de perder tudo e ter que voltar ao ponto de partida. Ou simplesmente ganhar dinheiro torna-se um vício, e passa a ser tão necessário como o ar que respira, a ponto de nada ter graça a não ser ganhar cada vez mais e mais dinheiro, para ter a certeza de que; se está ganhando, é sinal de que não está perdendo.
Existe o rico emergente. Aquele que surge de repente. Ganhador de algum prêmio de loteria, ou uma rápida ascensão no meio artístico ou do esporte. Mas precisamente grupos de funk, pagode ou jogadores de futebol. Tão rápida que demora até que ele se acostume com sua nova condição. Geralmente este tem uma necessidade frenética de exibir sua fortuna em forma de jóias, carros importados caríssimos, mansões, iates, desfile com mulheres lindíssimas cobertas de adornos também caríssimos. Tenta de toda forma chamar para si toda a atenção como para compensar os anos em que não passava de um ilustre desconhecido, morador de alguma comunidade ou algum bairro pobre do subúrbio.
E tem os extremamente ricos. Que são uma minoria, mas as fortunas de somente 200 dos mais ricos do mundo juntas, ultrapassam o "PIB" brasileiro. Os 10 brasileiros mais ricos segundo a revista Forbes, acumulam uma fortuna de aproximadamente US$ 111,5 bilhões, então eu pergunto: quem tem acesso a estas pessoas detentoras dessa quantidade enorme de dinheiro? O cidadão comum? O assalariado? – Resposta: Os donos do poder. O dinheiro está tão próximo ao poder, como o poder está para o dinheiro. O dinheiro compra o poder, e em contrapartida enriquece os poderosos. Imaginem vocês que só nas organizações Globo, os três irmãos Marinho obtêm uma fortuna pessoal avaliada em U$ 26 bilhões de dólares, quem ousaria contrariá-los? Além dessa invejável condição financeira eles ainda possuem o controle da mídia mais influente do país, e que pode eleger e manter no poder (ou tirar) quem eles quiserem, a qualquer momento. Com um estalar de dedos eles podem não só elevar qualquer um ao topo mais alto, como também afundá-lo ao mais baixo nível com a mesma rapidez. Não deveria ser assim pois isso sobre cai principalmente em cima do cidadão comum, que tem os seu direitos, e não deveria estar subjugado a ricos e poderosos. A justiça, se fosse realmente cega, deveria primar pelo cidadão, independente de sua condição social ou de sua conta bancária.
Bem! A verdade é que ninguém quer ser pobre, e considerando que aqui no Brasil para ser rico não precisa necessariamente de uma formação acadêmica de nível superior, ou melhor dizendo, não precisa ter nível nenhum, a escalada para a fortuna pode vir de várias formas: ou honesta com trabalho duro, inteligência e criatividade, ou desonesta com corrupção, falcatruas, roubos, tráfico, contrabandos, contravenção e tantos outros "negócios" que movimentam milhões de reais no país de forma arbitrária.
Portanto amigos, façam como eu, só coloquem o seu boné onde possam alcançar. Como diz um velho ditado "passarinho que acompanha morcego, amanhece de cabeça para baixo", se recolham a sua condição de pobre, mas honesto. Nesta condição eu não preciso corromper ninguém para continuar nela, e também não tenho poder, portanto não vão tentar me corromper. Mas uma coisa eu garanto: a minha casa me abriga do sol e da chuva, minha comida não tem o preparo de nenhum famoso "Chef" mas sempre me alimentou e me manteve saudável até hoje. Meu cobertor me aquece do frio igual a qualquer outro, e se não tenho indumentária de marca famosa, pelo menos tenho o que vestir, e quando deito a cabeça no meu travesseiro, logo durmo um sono tranquilo sem pesadelos nem sobressaltos. Além disso tenho perfeitas condições físicas para exercer o meu direito de ir e vir a qualquer lugar, e sem precisar estar cercado de seguranças invadindo a minha privacidade, tenho boa visão para apreciar belas paisagens, posso sentir o cheiro do campo e o perfume das flores, sentir a carícia do vento ao tocar minha face e inalar o ar puro que a natureza me proporciona. Estas coisas... não tem preço.
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