terça-feira, 3 de novembro de 2020

O MUNDO AINDA TEM JEITO?

 

Alô amigos! olha eu de volta depois de um breve recesso. O motivo para este afastamento, é a falta de ingredientes para compor minhas postagens, isto é: por mais que o tempo passe as coisas no seu conteúdo continuam as mesmas que nos anos passados, apenas com o agravante de só piorarem a cada ano. Por isso a sensação de que estou me tornando repetitivo.
    Então resolvi fazer uma postagem, expondo todas as minhas reflexões sobre o passado e o presente, na tentativa de achar alguma resposta que explique o porquê da humanidade vir se tornando cada vez mais abjeta, no que se refere aos valores primordiais do ser humano, que são: a empatia, quando vivemos e sentimos a dor alheia, como se nossa fosse, e isto por si já impediria que fizéssemos ao próximo o que não gostaríamos que nos fosse feito, e o sentimento filantrópico, quando mesmo com um mínimo de ajuda, já contribuiríamos para amenizar um pouco o sofrimento dos menos favorecidos.

    Em suma, quero aqui fazer um apanhado de alguns acontecimentos passados, compará-los com o presente e avaliar como as coisas se apresentarão no futuro. Haja vista que, como publicado em uma postagem do Blogger "Preciso Saber" com o título "O passado Atual" em que sito um velho saudosista; as coisas boas ficaram no passado, nas recordações dos mais velhos. O que assusta é que mesmo vivendo maus momentos na época atual, daqui a alguns anos os jovens de hoje que serão os velhos de amanhã, estarão recordando com saudades os momentos que viveram hoje, por se encontrarem em situação muito pior em uma realidade futura. Ressaltando sempre, que tudo que lerão aqui, são frutos da minha imaginação, não tendo nenhum respaldo didático ou científico, a não ser alguns fatos recolhidos de acontecimentos importantes que ficaram gravados na história, e que nos ajudarão a montar este quebra-cabeça que é o comportamento humano.
    
Vamos lá?

    Então, vamos começar com uma retrospectiva, retornando a alguns pontos do passado que marcaram época, analisaremos também em quê isso influenciou em nossa vida presente, e como se aplicarão em nosso futuro vindouro.

   Gente! Nos dias atuais, as pessoas em sua maioria estão cada vez mais individuais, visando seu próprio interesse, sem se importarem com o fato de que muitas das vezes para obterem êxito em seus objetivos, terão que passar por cima do oponente usando de todas as armas que dispuserem sem qualquer ética ou escrúpulo, desde de que com isto consiga remover qualquer obstáculo  à sua frente.

    O fato é que todos temos nossa cota de individualismo, quando nos preocupamos apenas com o que é nosso, pouco nos lixando para o problema alheio, em uma explícita atitude que nos remete aquele ditado "cada cachorro que lamba a sua ferida". E temos também a nossa cota de hipocrisia, quando fazemos um ato de caridade focado por uma câmera de celular, já pronto para ser publicado nas redes sociais com um único objetivo de obter o maior número possível de likes, visualizações e compartilhamentos. Isto sem mencionar aquele que ao presenciar um grave acidente, ao invés de tentar socorrer a vítima, seu primeiro gesto é filmar e publicar nas redes.

    Em minha juventude já vivi essas fases do individualismo e da hipocrisia, sendo egoísta, e criticando nos outros coisas que eu praticava, e aceitando também, quando eram praticadas por pessoas da minha roda de amigos. Mas era em grau bem menor, ou pelo menos aceitável, já que na época não era tão grave assim e o efeito era menos catastrófico. Não quero minimizar o fato, mas  considerando que hoje apenas uma opinião sobre alguma pessoa lançada nos canais de comunicação, sendo ela verdade ou não, têm o poder de elevar sua imagem ao mais alto patamar, ou simplesmente transformá-la em pedaços em questão de minutos; o grau de perniciosidade é apavorante, ainda mais pelo fato de neste processo muitas das vezes se exaltar um indivíduo inescrupuloso, sem caráter e de péssima índole, ou destruir a biografia de um cidadão de bem, no já conhecido assassinato de reputação.

     Amigos, que mundo é este que vivemos atualmente? Entrando no tema que é o passado e o presente, eu posso afirmar no alto dos meus 66 anos, que o passado traz muitas reflexões. Aqueles que como eu já passaram de meio século sabem que no decorrer dos anos nossa mente vai acumulando um certo grau de conhecimentos, que assim como um computador reúne todos estes dados adquiridos, analisa e nos dá uma prévia do que pode vir a acontecer no futuro. Adivinhação? Não! apenas probabilidade. Se você coloca um grão de arroz todos os dias em um determinado espaço, a probabilidade é de que em algum tempo você tenha toneladas de grãos e aquele espaço já não comportar mais grãos. Se você não se preparou para esta situação, você realmente estará com um problema. Com isto quero dizer que a medida em que vemos o caminhar das coisas, nas atitudes das pessoas, nas influências negativas expostas o tempo todo, sem nenhum filtro de segurança, na corrupção cada vez mais enraizada em todo o segmento da sociedade, na inversão de valores em uma amostra preocupante de que o errado está virando certo, e certo está virando errado, tudo isto agregado ao fato de que para as novas gerações esta situação é completamente normal, só poderemos supor que: este espaço já está cheio, e estamos caminhando para o caos. E o que é pior, não nos preparamos para isto.

    O passado foi determinante para o presente? e será para o futuro?

  Deveria ser, se aprendêssemos com os erros do passado. Em toda a história da humanidade nos deparamos com inúmeras guerras, que nada mais eram do que sentimento de posse, conflito econômico, ideológico ou simplesmente poder. O confronto entre países, ou mesmo conflitos internos, mostram que o homem individualmente ou coletivamente está sempre querendo provar sua superioridade, e de ser o dono da razão. Entre as nações poderosas a guerra que mais assustou, e preocupou a população mundial, foi a guerra fria. Deflagada logo após a segunda grande guerra, entre Estados Unidos e União soviética, no período de 1947 a 1991, que se notabilizou pelo fato de ao contrário de outros confrontos, não ter havido nenhum enfrentamento em campos de batalha, havendo apenas a disputa ideológica onde de um lado estava os Estados Unidos com seu perfil capitalista, e do outro a União soviética com seu perfil socialista, que defendiam a expansão de  seus planos de recuperação econômica pós guerra; onde os outros países escolheriam uma posição ideológica para assinarem seus pactos econômicos, além de se aliarem a uma destas duas potências. Vivia-se então uma tensão muito grande, pois estas duas grandes potências mundiais, já possuíam artefatos atômicos e estariam em fase de desenvolvimento de armamentos nucleares numa desenfreada corrida armamentista e tecnológica. Daí o perigo de uma terceira guerra mundial, que fatalmente seria o apocalipse.  

    Não estou querendo aqui eximir os erros do passado, em detrimento dos erros atuais, pois atrocidades cometidos contra a raça humana, vem acontecendo desde os tempos mais remotos, como relata o velho testamento, onde cidades inteiras eram dizimadas obedecendo ideologias, onde nações deístas guiadas por líderes que eram vistos como representantes diretos do altíssimo, iam para o campo de batalha motivadas pela sua fé e obediência a Deus, acreditando na vitória por intervenção divina. Como conta certa passagem em (Js 10.11)  "O Senhor fez cair do céu sobre eles, grandes pedras, e morreram. Mais foram os que morreram pela chuva de pedra, do que os mortos à espada pelos filhos de Israel". 

    Há ainda o holocausto de 6 milhões de judeus, mortos na segunda grande guerra mundial, orquestrada por Adolfo Hitler onde pereceram um total estimado de 70 a 85 milhões de pessoas, advindas da insatisfação da Alemanha, sobre do tratado de versalhes, (tratado de paz assinado pelas potências europeias, que encerrou a primeira guerra mundial em 1919), que classificou como imposição.

    Na verdade tudo isso se deve, além de outros motivos já citados acima, a famigerada política ideológica, que sempre regeu os regimes de acordo com cada interesse. Se pararmos para analisar com frieza, veremos que não existe um consenso comum, que poderia satisfazer todas as partes. O que existe são tréguas, em razão de um lado (ou outro) não ter poder suficiente para impor sua posição ao seu oponente. E isso se dá em todas as camadas da sociedade, assim como entre nações.

    Há como mudar este cenário?

    Bem, como já citei várias vezes, e faço sempre questão de frisar, é que não sou expert em nenhum assunto aqui abordado, apenas procuro ver as coisas, de outra maneira, por um lado não usual. Só que aqui vou expor minha opinião baseado na minha experiência de um viajante do tempo, que veio do ano de 1954, onde não existia quase nada, para o ano de 2020, onde existe quase tudo.

    A diferença dos tempos de outrora, com os atuais são muitas, mas as políticas continuam as mesmas. Desde quando judas entregou cristo por 30 moedas, e o povo Judeu (supostamente) o condenou a morte escolhendo Barrabás para ser libertado, já se caracterizava aí a política ideológica, uma visando bens materiais, e outra visando mudanças no regime de dominação implantado por Roma, pelo qual Barrabás lutava como integrante do partido judeu denominado Zelote. Daí pra cá são inúmeros os desentendimentos ocorridos por disputas de terra, por poder, por supremacismo religioso, por tecnologia, etc...

    O grande fato meus amigos, é que não há perspectiva alguma de que este cenário mude radicalmente. A mudança viria a longo prazo na forma de educação, isto se houvesse interesse dos governantes, e que realmente almejássemos um mundo melhor para viver.  

    Como assim educação, já não a adquirimos em casa e na escola?

    Não é este tipo de educação ao qual me referi. Eu quis dizer na verdade é reeducação, e que seria implantada nas escolas em crianças a partir da idade escolar. Porque nas escolas? por que a educação que vem de casa muitas das vezes vêm deturpada, e os pais nem se dão conta disso. Isto por que também aprenderam de forma errada, e muitas vezes desconhecem os verdadeiros valores. Todos havemos de convir que hoje em dia as pequenas corrupções, os pequenos atos de agressão à natureza, os pequenos gestos de má fé, em suma; "o jeitinho brasileiro de se dar bem" já se encontra enraizado na sociedade, e banalizado de tal forma, que a maioria e principalmente a nova geração, acha que é completamente normal. 

    O cidadão de hoje só considera corrupção, quando o montante é grande, quando envolve milhões, mas acham normal comprar um favor para passar na frente em algum atendimento público ou privado, dar uma gorjeta para ser aprovado em algum teste, oferecer um agrado para não ter o seu carro rebocado, quando deveria estar com seus documentos e estado de conservação em dia, e por aí vai...

    O mesmo se dá quando criticamos montanhas de lixo e dejetos químicos e eletrônicos vazados em locais sem nenhum critério de segurança em favor do meio-ambiente. Não que não devamos criticar, mas muitas das vezes o indivíduo que critica é o mesmo que joga uma guimba de cigarro, um papel de bala ou sorvete na rua, ou descarta pilhas, placas de computadores ou celulares sem uso em lugares inadequados, e acha que por ser em menor quantidade, não contribui para a degradação da natureza.

    Que todos temos a nossa cota de má-educação já está provado, e isto nos priva de uma convivência social e saudável. Por isso devemos reeducar as novas gerações implantando nelas os verdadeiros valores da vida, o que realmente importa para termos uma sociedade mais justa, menos hipócrita e egoísta. Mostrarmos que o planeta não pertence a ninguém em particular, e sim a todos. Que dos seres que aqui habitam só existe uma raça predominante, que é a humana, e que independente da cor, crença ou costumes, internamente somos todos iguais e com os mesmos direitos. Que devemos tratar mais respeitosamente a nossa mãe terra, que nos proveem dos ingredientes necessários para a nossa sobrevivência. Que somos mortais, mas que temos direito enquanto vivermos, a cumprirmos nosso ciclo de maneira natural, sem interrupção advinda de guerras, assaltos, atentados, balas perdidas ou qualquer ato nocivo que venha a ceifar nossa vida precocemente. 

    Claro que ainda existem muitos quesitos, que aliados a esta nova didática, comporão a fórmula ideal para as mudanças deste paradigma. Mas se quisermos que algo realmente mude, tem que haver um começo. Se não fizermos acontecer, não acontecerá nada, pelo menos positivamente. Vamos almejar que os governos do mundo, em uma nova ordem mundial, mas sem aniquilação para diminuição da população, se debrucem sobre esta questão de forma racional, e implantem regras de cunho salutar com o objetivo de garantir  que nos dias que se seguirão a sociedade estará caminhando para um futuro mais promissor quando as gerações próximas que serão os dirigentes de amanhã, já estarão com um pensamento, voltado apenas para o bem estar das pessoas, dos animais e do meio ambiente, desprovidos deste sentimento maléfico de, ambição desenfreada e poder sobre todas as criaturas.

    Bem é isso aí... muitos vão dizer, que é pura utopia minha, mas sonhar não custa nada, e devo ressaltar que já estou com 66 anos, isto quer dizer que entrei na contagem regressiva, e que caso isso aconteça, não estarei aqui para desfrutar. Mas amigos, mesmo aos trancos e barrancos, até agora eu tive uma vida. Vi muitas coisas, apreciei belas paisagens, senti o cheiro dos campos e das flores, bebi água de fontes naturais, respirei um ar puro e saudável, porque não desejar que este ciclo se prolongue e que meus netos e gerações futuras possam usufruir de todos estes bens que é direito de toda a humanidade.

    Um grande abraço, e até a próxima.   
    

    

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