terça-feira, 18 de junho de 2013

O PASSADO ATUAL

    Oi meus amigos! após 6 anos sem escrever, estou de volta. Muitas saudades.


    Hoje eu inicio aqui uma série de ponderações com respeito as melhorias de vida e ao índice de desenvolvimento humano. Como pode problemas passados serem tão atuais? Como pode com todo o aparato dos tempos modernos, sofrermos com as mesmas questões que sempre afligiram toda a humanidade?

 – Mas que problemas são estes?

– Todos.

    Aqueles que assim como eu já passaram dos 50 anos devem lembrar que:
Antigamente sofríamos muito com a falta de condução, os meios de transportes eram limitados e por conta disto era uma verdadeira maratona a ida e vinda do trabalho já que os ônibus passavam todos superlotados e como não havia a alternativa de que viesse algum mais vazio o jeito era se pendurar de qualquer maneira na porta e rezar para que nenhum poste interrompesse a sua viagem. 

– Bem! E hoje o que mudou? Com respeito aos ônibus cheio até que melhorou um bocado pois mesmo com o aumento da demanda o transporte alternativo ajudou a diminuir a superlotação. Mas em compensação, quem se habilita a trafegar pela Avenida Brasil seja a que horas for, tem que se encher de paciência, e não pode ter pressa de chegar ao trabalho pois os constantes congestionamentos aumentam o tempo de viagem, e a via que foi criada como alternativa para uma viagem mais rápida, tornou-se uma verdadeira via-crucis para o incauto desavisado que trafegue por ela. Isto sem falar na falta de segurança e estrutura básica para os dias de chuva. Já aquele que conhece estes problemas, opta por viajar de metrô ou trem o que lhe oferece pelo menos uma previsão de chegada ao seu destino com mais rapidez e dentro de um horário pré estabelecido. Mas a que preço? Quem usa estes transportes entre 6 e 8 horas da manhã e 5 da tarde a 8 da noite viaja numa condição quase que sub-humana.

    O metrô da linha 2 por exemplo que é uma condução da qual fiz uso por um bom tempo, e que ainda uso de vez em quando, nestes horários é impossível embarcar em várias estações no trecho entre Pavuna e Central do Brasil. Na estação em que eu embarco, quem vai para o Centro tem que ir para a Pavuna, não para vir sentado mas para tão somente se posicionar em pé em um lugar estratégico para poder desembarcar no seu local de destino. Visto de fora os vagões se assemelham com muita exatidão a uma lata de sardinha com as pessoas espremidas nas portas e com os rostos achatados nos vidros, o que eu chamaria de a "tragicomédia" do cotidiano carioca, mas pelo menos, se não houver um suicida ou alagamento nos trilhos a chegada é quase sempre dentro do horário estabelecido pelo condutor.

    Um novo problema surgiu agora. A dupla função "Motorista/Cobrador" que consiste no motorista ir conduzindo o veículo e cobrando ao mesmo tempo. No meu tempo de criança, eu lembro que nos lotações (ainda não havia ônibus), os cobradores não tinham lugar para sentar  e cobravam em pé, com as notas entrelaçadas nos dedos e as fichas na palma da mão com a qual provocava um ruido a medida em que se aproximava do passageiro para cobrar a passagem; era incômodo, mas não ficava ninguém sem cobrar pois isso era verificado na hora em que o passageiro ia descer, e depositava a ficha na caixa coletora. Bem o que eu quis dizer com isto? Apenas que já que com o decorrer dos tempos os transportes foram se modernizando até chegar a este conforto dos ônibus modernos, então a solução seria só usar a criatividade como por exemplo: Já que as empresas não querem admitir cobradores pelo fato da função estar se tornando sem utilidade por causa do bilhete único, e ao envés disto estão reciclando estes cobradores oferecendo curso de motorista que é justamente para exercerem a dupla função, então porquê não se estudar uma forma de criar roletas eletrônicas que além do bilhete único aceitassem dinheiro (claro que só nota inteira,e pra isso a Prefeitura teria que arredondar  o preço da passagem), e assim o motorista não desviaria a sua atenção, não comprometeria o tempo de viagem, e ainda daria mais segurança pois o motorista não manipularia dinheiro. É claro que isto é apenas conjectura, mas com toda esta tecnologia que se dispõe, acho que não haveria muita dificuldade, seria um caso a pensar.

    E a Saúde Pública? Na minha época há uns 50 anos atrás quando eu contava com os meus 9 anos, a saúde era um caos, mas isto se devia assim como hoje ao pouco ou quase nenhum recurso aplicado, e se alguém precisasse de um atendimento de emergência, principalmente se fosse tarde da noite, teria que contar com a sorte para aguentar até que uma ambulância do "Inamps" viesse socorrê-la, isto se houvesse como chamá-la, pois não existiam telefones públicos e não era qualquer pessoa que possuía um em casa. Levar para o hospital por meios próprios também contava com a mesma complicação já que raríssimas pessoas possuíam carros (se no meio mais favorecido já era difícil, que dirá nas camadas mais pobres).

    Existia porém, algumas vantagens sobre hoje porquê se por um lado faltavam recursos de pronto atendimento pela medicina convencional, por outro sobravam conhecimentos da flora medicinal, por isso se não fosse algo estritamente emergencial, qualquer pessoa sabia como cuidar de alguém por meio de ervas, preparando seus "chás e unguentos" para um primeiro atendimento, até porquê para as doenças de antigamente que hoje são tratadas com injeções, comprimidos antibióticos, nebulizações e anti-inflamatório, havia sempre uma erva ou raiz específica para combater o mal que afligisse a pessoa naquele momento. Ah! Sem esquecer que antes os casos eram na maioria doenças naturais pois o número de ocorrências envolvendo acidentes, agressões, tentativas de homicídio e de suicídio, coma alcoólica, acidentes de moto, overdose, queda de barreiras, queda de aviões, choques entre carros, trens, ônibus e etc em alguns casos era quase zero.

    Por isso não preciso dizer que comparando a saúde de hoje com a de antigamente pode-se dizer que a de antes era muito melhor, pois além dos casos serem bem menores, e de menor gravidade, não morria ninguém por falta de atendimento ou negligência médica, os números de óbitos restringiam-se a pessoas idosas e as mortes eram estritamente naturais.

    Com relação aos recursos modernos que temos hoje, mas precisamente da informática (pois tudo hoje é informatizado), também tenho minhas dúvidas, se é bom ou ruim. Porquê? Bem! Concordo que antigamente as coisas eram muito devagar pois todo o processo de feitura de alguma coisa era na maioria das vezes quase que manuais, mas por outro lado também não havia a pressa que há hoje. E aí eu me pergunto, pressa pra quê? Pra chegarmos mais rápido ao fim?

    E bem verdade, que os recursos que temos hoje da tecnologia nos traz bastante conforto e comodidade, mas se todo esse tempo se que se ganha com a rapidez dos cálculos e das máquinas fosse investido em algo salutar como, plantar uma árvore, ler um livro, praticar exercícios, ou simplesmente relaxar, já seria um retorno saudável; mas ao invés disto, o homem usa este tempo extra com mais ocupação laboriosa com a intensão de ganhar mais dinheiro, e com isto ao invés de ter tempo de sobra, consegue com que o dia fique ainda mais curto. E se não estiver ocupado trabalhando, está fingindo um lazer. Como? Pegando o seu carro em um final-de-semana e indo pra algum lugar descansar. Descansar? Além de enfrentar engarrafamentos monstro, ao chegar  no seu destino começa logo a beber, se alimenta mal, dorme pouco e na volta pra casa e a mesma rotina mas com o agravante da ressaca e do cansaço da ida, como este sujeito chega em casa, em que estado? E digo mais, é fácil identificar estas pessoas na estrada, é só observar aquele que vem costurando no trânsito, trafegando pelo acostamento, ou gesticulando e xingando os outros motoristas.

    Bem amigos, esta é uma ilustração das "vantagens" que o mundo moderno nos dá, ou serão desvantagens? Eu sei que estas pessoas a quem me referi não são a maioria, mas a minoria já é suficiente para provocar bastante estrago.

    Agora vejam bem! Não fugindo do assunto, mas notem que na comparação de antigamente com os dias atuais, o hoje perde por um detalhe pois apesar de todas as vantagens que o mundo moderno nos proporciona o que mais me apavora é que estamos plugados. Sim porquê, toda esta parafernália exige energia elétrica, que com a demanda atual anda deixando muito a desejar, e sem contar com as falhas do sistema que quando cai para tudo, eu mesmo já me vi em situação constrangedora por não poder pegar dinheiro no banco por falha do sistema.

    É gente! Nossa vida está nas mãos de máquinas. Se quiserem te apagar, te deletam e você mesmo estando vivo, é considerado morto para o sistema. Em suma, você já era!

    Tem também as ameaças atômicas ou nucleares, que pode vir a se concretizar, bastando que um vírus do mal se instale no sistema. Você acredita que estamos seguros?

    Bem amigos, pra finalizar, pois o assunto é muito complexo e longo, eu diria que nos dias de hoje em que o Presidente dos Estados Unidos recebe na Casa Branca pessoas que nem foram convidadas (penetras), quanta coisa sórdida não se esconde nos bastidores do mundo? Por isso lhes digo, se toda esta facilidade dos dias de hoje fosse agregada a simplicidade, a honestidade e ao bom senso de antigamente, certamente minha opinião seria bem diferente.

Um abraço!