terça-feira, 9 de julho de 2013

"PÓS MORTIUM"

Oi amigos! Todo mundo de bem com a vida?

Eu também vou muito bem com a vida, mas hoje quero saber se tem alguém de bem com a  morte!

– E porquê não?

Galera, pra quem não acompanha as minhas postagens, eu quero lembrar que tudo que escrevo aqui são divagações (fantasias, devaneios), análises de como seriam as coisas vistas de maneira não usual, diferente da forma como nos foram enfiadas cabeça a dentro durante toda a vida. Pra tudo existe uma resposta, só que para algumas coisas as respostas não passam de conjecturas, por não haver como obter algo mais concreto. A morte é uma destas coisas. Quem quiser ter informações sobre o que acontece depois que se morre, é simples.

– Morre!

Por isso não tomem como verdade o que escrevo aqui. Apenas leiam e tirem suas próprias conclusões. Vamos lá?

Pra quê viver, se temos que morrer!

Já imaginaram desde os primeiros seres humanos, de 4 milhões de anos para cá, quantas pessoas já pisaram na face desta terra? Quantos personagens já nasceram, cresceram e fizeram planos que foram subitamente interrompidos pela morte, será que isto está certo? Ninguém gosta de pensar na morte, até porquê não faria sentido planejar um futuro, sem saber se teria este futuro.

Mas porquê não pensar na morte, se ela faz parte da vida? Quando nascemos já estamos predestinados a morrer, só não sabemos como nem quando. Por isso acho que temos que aceitar a morte como uma coisa inevitável. Morrer faz sentido.

Mas será que existe vida após a morte?

Bem! Taí uma resposta que todos gostaríamos de ter. Na minha opinião, acho que não. Mas isto não significa que eu esteja certo. Refletindo sobre isto cheguei a uma conclusão que: Para que possamos nos utilizar de todos os sentidos que nos proporciona o corpo humano, havemos de convir que há necessidade de que todos os órgão estejam funcionando, principalmente o cérebro, que é o órgão que comanda todo o corpo, e o coração que bombeia todo o sangue que circula dentro de nós.

Aí você pergunta: – Ainda não entendi...Pode me explicar melhor?

Bom, se partimos do princípio de quê quando algo não funciona bem em nosso corpo, já começamos a ter o nosso desempenho comprometido, ou seja, já estamos ligeiramente doentes; e se todos os órgãos pararem de funcionar, – morremos. Mas se o cérebro ainda continuar ativo será diagnosticado "morte clínica", o que daria até a possibilidade de aproveitamento dos órgãos para doação. Então se precisamos do corpo e de todos o organismo para sobrevivermos, como poderíamos voltar a viver depois de morrer se não tiver um corpo? Eu digo isto porquê já houveram muitos casos de parada cardíaca em que a pessoa foi diagnosticada morta, mas voltou a viver depois de ser submetida a ressuscitação, com desfibrilador, ou massagem no coração. Mas para isso todos os órgãos (além do coração) teriam que voltar a funcionar. Segundo relatos, muitas destas pessoas quando se encontravam "mortas", afirmaram terem visto túneis que terminavam com luzes muito fortes, seres luminosos, sensação de muita paz. Alguns até disseram ter saído do corpo e flutuado dentro do ambiente. Mas a meu ver, todas estas imagens e sensações poderiam ser alucinações provocadas pelo cérebro, por uma região chamada giro angular, que fica nas extremidades do lobo parietal, que neste caso deveria encontrar-se em atividade (pesquisar Wikipédia).

Seria a alma que se desprendeu do corpo? 

Alma, espirito? Como poderia o espírito pensar, ver, falar... estes sentidos não são comandado pelo cérebro? – Aí você diria – Mas o espírito independe da matéria, ele tem vontade própria. Ah! somos dois em um... então pra quê corpo? Se vivêssemos em espírito faríamos mais vantagens pois não precisaríamos comer, dormir, nem andaríamos, pois poderíamos levitar. E a maior de todas as vantagens, ninguém morreria, pois não haveria um corpo com órgãos que parassem de funcionar. Não haveria corrupção e nem cobiça, pois não haveria bens materiais para desfrutar, também não haveria multiplicação, porquê não haveria sexo e e nem órgão reprodutor para engravidar, e por aí vai...

Que me perdoem a classe espírita, não estou aqui para ferir crença de ninguém, até porquê eu nutro por essa classe um carinho especial, em particular por um grande amigo que já se foi, e pelo fato de ser uma doutrina em que seus membros são dotados de uma sensibilidade e um carinho incrível para com seus semelhantes. Eu sou incrédulo mas não quer dizer que todos têm que ser. Na postagem (O Fenômeno da fé) me referi à crença e sou da opinião que crer é fundamental na vida do ser humano, mas o quê eu posso fazer, se não vejo as coisas da mesma forma que outras pessoas?

Qual seria a forma de se viver eternamente?

Não sou dono da verdade. Ninguém é! Mas não podemos discutir que é o cérebro que comanda todos os sentidos; então suponhamos que daqui a alguns anos (não deve estar muito longe), seja possível o transplante de cérebro. Imaginemo-nos sendo submetidos a essa cirurgia; nosso cérebro sendo transportado para outra cabeça. Ao fim da operação, considerando que fosse bem sucedida, ao acordarmos, como nos veríamos? Pela lógica nos veríamos no corpo da outra pessoa, pois se é o cérebro que comanda os sentidos, então ele passaria a comandar o outro corpo. Que agora passaria a ser o "seu corpo". Seria legal não é? Desta forma o homem não morreria nunca pois o seu cérebro ia passando de corpo em corpo, encontrando sempre fonte nova de revitalização.

Mas como se daria isso, quais seriam as prioridades. De quem fosse rico? E quem seriam os doadores?

Eu diria que a coisa poderia funcionar de duas formas:

1ª - O corpo a ser usado, ou melhor a cabeça receptiva (que iria receber o cérebro), seria escolhida entre condenados a morte, ou a prisão perpétua, desde que fossem saudável, jovem, ou relativamente jovem.
2ª - Se já houvesse uma lei favorecendo e já fosse possível a clonagem de seres humanos, poderia-se clonar pessoas e manter em estado vegetativo, só para receberem o transplante. O estado vegetativo seria para que o cérebro do clone não desenvolvesse e não acumulasse lembranças. O corpo sim, teria que ser cuidado para estar em perfeitas condições ao receber o transplante.
(Nota: Quando eu digo aqui, em manter o cérebro de um clone em estado vegetativo, é na hipótese de que quando isto for possível, o corpo clonado não vai passar de uma cópia de um original. Ele não teria sido gerado da união carnal de dois seres, e não teria passado pelo processo de gestação dentro de um útero materno. Até mesmo porquê eu sustento a tese de que toda a nossa existência são lembranças, apague estas lembranças e você não terá tido uma existência.) 

De quem seriam as prioridades 

Pessoas em estado terminal até uma certa idade (neste caso teria que haver um regulamento com critérios que limitasse a idade para o procedimento de transplante de cérebro), já outros tipos de transplantes, qualquer pessoa que tivesse algum órgão comprometido.

No primeiro caso, na opção dos presidiários, eu acho que seria até mais humano, pois presos condenados a morte ou a prisão perpétua, com certeza, são portadores de uma patologia mental irrecuperável, tornando-os neste caso, nocivos a sociedade.

Raciocinemos o seguinte: Temos no leito de um hospital um doente as portas da morte. Esta pessoa tem inúmeros projetos inacabados em prol da ciência ou da tecnologia que ainda necessita de muitos anos para serem concluídos, mas sua trajetória está sendo interrompida e ele não tem como passar para alguém tudo que desenvolveu ao longo da vida.

Em outro cenário vemos: um presidiário que em toda a sua vida só serviu para causar mal as pessoas, ceifar vidas, lograr...definitivamente uma erva daninha, que merece ser extirpada do meio social. Lá está ele. Saudável, tomando banho de sol, jogando baralho com outros companheiros, ou simplesmente não fazendo nada a não ser comer e dormir.

E o outro condenado a prisão perpétua, também nas mesmas condições, "vendendo saúde". Não é uma incoerência? Se o cérebro desta pessoa do leito de hospital pudesse ser transplantado para este presidiário, na hipótese de sucesso todos sairiam ganhando. A pessoa doente; porque obteve um corpo são e poderia aí sim ter uma chance de terminar seus projetos que beneficiaria muita gente, o Estado;  porque não teria mais despesas com aquele detento, e a sociedade; que respiraria aliviada por ter ficado livre de mais um criminoso. E na verdade pela lógica só haveria a morte do corpo doente, pois seu cérebro foi transferido para o corpo do preso, que sairia da prisão andando, com identidade nova e até para a família a sensação seria que o seu ente se recuperou e agora ao invés de agredir, vai servir a sociedade. Viram que loucura? Já está formatado aqui um meio de prolongar a vida, ressocializar e enxugar a população carcerária. E ainda estaria freando o crescimento demográfico porque dois tornariam-se um. E o cérebro descartado poderia ser doado a ciência para ser estudada sua patologia ou simplesmente ser incinerado pondo por fim um desfecho a um ciclo criminoso.

Bom gente, o que na verdade eu quis dizer com toda esta ilustração, é que na minha opinião não há nada após a morte. Não sou o dono da verdade, mas acredito que o corpo é o sustentáculo do cérebro, e o mesmo sem o corpo não poderia desenvolver suas funções. Portanto não acredito em almas pensantes. Em uma das minhas postagens eu procuro dar a minha definição sobre isto (leiam herança inesperada). Mas torno a dizer, – são apenas hipóteses.

É isso aí amigos, estas talvez sejam perguntas pela qual nunca obteremos respostas, mas de uma coisa eu tenho quase certeza; se tudo que foi criado faz sentido, que sentido teria haver um universo com vários sistemas solares, bilhões e bilhões de planetas e satélites, distâncias de milhões de anos luz de uma galaxia para outra, se não fosse para o habitat de algo ou alguém? Ou simplesmente para ser explorado e povoado concretizando assim o versículo da bíblia em que se diz "crescei e multiplicai-vos". – partindo do princípio que o crescimento populacional da terra  já está comprometendo os recursos naturais, gerando problemas sociais e de infraestrutura, o autor da frase só poderia estar falando exatamente desta imensidão que é o universo.

Por isso gente para encerrar e concluir o que disse no início "Morrer faz sentido", eu digo que não precisamos morrer. Preferencialmente quem tem sua vida e seus projetos voltados para o bem comum, estes merecem ficar para posteridade. Se tivéssemos (acredito que vamos ter) que atravessar 150 mil anos luz de distância de um ponto ao outro, quantos anos precisaríamos ter? Fácil né?

Então, aí estão as questões, analisem! Ninguém é dono da verdade, todos podemos ter nossa maneira individual de ver as coisas, da maneira que acharmos mais coerente. Pra isso nos foi dado o livre arbítrio em forma de cérebro. E sem ser redundante, cérebro foi feito pra quê?

Pra pensar!   Tchau!